Arquivos

    Votação
     Dê uma nota para meu blog

    Outros links
     A Poesia Que Me Cala




    A POESIA QUE ME CALA
     


    UM DIA LOGO TUDO MUDA

    - Bom dia senhorita, como estás?

    - Estou bem, mas, cansei-me demasiadamente!

    - Não me digas que, hoje tu estás ao acaso?

    - Pois bem, estou. Já era hora!

    - E como foi, ontem à noite, a Sinfonia de teu primo?

    - Ah... Sinfonia! Para isto acontecer, os músicos deveriam estar em sintonia.

    - Quer dizer que não estavam...

    - Estavam... Não sei o que deu errado.

    - Sabes o que acontece?

    - Não. O que acontece?

    - Acho que não posso te explicar, teus pais não iriam gostar...

    - Meus pais?

    - Exatamente!

    - Moço! Tu sabes que nesse País os pais tem costume de presentear os amigos. Se tu me disseres ficarei felicíssima.

    - Estás querendo me comprar?

    - Estou. Queres?

    - O que quero não podes me dar, e o que peço não sei se podes encontrar!

    - Não sabia, tu és poeta!

    - Não sou.

    - Não! Se tu fosses quão grandes palavras expressarias.

    - Sei...

    - Sabes?

    - Acho que sei. Mas, se tu sabes, ele também sabe.

    - Nós todos sabemos disso... Vós também sabeis, todavia, não dizeis para nós que eles sabem.

    - Senhorita... cuidado com o que dizes, as paredes podem escutar.

    - As paredes não, mas os parentes...

    - Podemos conversar sobre este assunto em outra hora?

    - Depois, quando não estiver ninguém por aqui?

    - Isso mesmo!

    - Pode ser.

    - Sabia que não irias me rejeitar!

    - Preciso te dizer algo...

    - Dizer-me?

    - Sim. Sinto muito por ti.

    - Sentes, o que sentes?

    - Olhe! Da janela desta sala podemos ver as flores do jardim.

    - Yasmim o que tu sentes?

    - Sinto...

    - Tudo bem, não precisa dizer...

    - Como assim não precisa dizer, não queres me escutar?

    - Não. Teu silêncio basta!

    - Sério?

    - Olhar para ti me faz ver o que não via há muito tempo.

    - Por que choras?

    - Porque a princesa me toca sem me tocar, seu suspiro penetra meu âmago por onde quer que eu vá!

    - Não chores, beija-me!

    - Não beijo, amo-te.

    - Amor!



    Escrito por Rodrigo Franco às 20h23
    [] [envie esta mensagem
    ] []





    INVISÍVEL

     

    Esperei-te...

    Espera da procura perfeita

    Na cultivação de novas falas,

    repercurti repertórios novos.

     

    Sou fantasma de minhas próprias obras

    sou poeta sem faces

    Não como ator...

    palavras minhas nem interpreto!



    Escrito por Rodrigo Franco às 21h17
    [] [envie esta mensagem
    ] []



     
      [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]